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Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

O natal dos afetos

23.12.23 | cumplicedotempo

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A vinte e quatro e nessa noite, que passando a vinte e cinco, dia de natal seria, os afetos multiplicavam se por entre sorrisos e beijos, dividiam se pelos presentes, e somavam se por entre variáveis indefinidas e conversas de um ano, que numa noite, por entre esse cúmplice afetar matemático dos afetos, se recapitulava, numa ânsia partilhada por aqueles aos quais os afetos somente se subtraiam nas ausências e nas saudades.

Nessa noite magica de vésperas, os olhares cúmplices iluminavam se e repletos de luz, tudo em sua volta encandeavam, pois era pelas voltas que eles olhares davam, que se trocavam e partilhavam as cumplicidades de quem nessa noite de bem quereres, de prendas as serviam, para aqueles ao qual a nossa simples presença, presente, já tão singelamente assim seria.

Nesse natal os abraços entrelaçavam se vezes sem conta, porque o que conta afinal é aquilo que ficará para contar desse dia tão especial, e de que laços melhor nos recordamos? se não daqueles que repletos de afetos nos são presenteados por aqueles que bem nos querem, nele natal e em todo e qualquer dia, mesmo que ele, nada de especial tenha tido, ou sido.

Nesse dia de época festivas, de boas festas e de espírito natalício, cabia ainda a vontade deles bem quereres que de afetos este natal encher iriam, sobressaía a necessidade de neles e com eles se exprimirem, fosse nos abraços, nos beijos ou nos afagos, pois mais do que tudo, neles existia a vontade de se fazerem sentir, para que, para lá deles, dias de festas, de afetos se pudessem colorir os dias.

Pois de nada nos valeria se o natal não pudesse ser todos os dias, pois ninguém de afetos precisa, se eles forem para um tão só dia, e era esse o natal que a todos, eles afetos desejariam, repletos de amor e magia.

Nessa noite e nesse dia, o Natal dos afetos, nada mais foi do que o natal das cumplicidades, e nos beijos e nos abraços ele assim se fez sentir.

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