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Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

Os seus sonhos

23.05.24 | cumplicedotempo

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Os seus sonhos pintavam-se de um azul, que nem era mar, nem era céu, pintavam-se com as cores dos sentidos, e pouco sentido para ela fazia suas cores se definiram, pois eles, os seus sonhos, voavam livres, e eles nem asas tinham, nem eram aves, nem eram anjos. Voavam por aqui, por ali e mais além, sem um qualquer destino, e quisera o seu destino que livre ela com eles, assim voasse.

Os seus sonhos tingiam-se de um verde, que nem era de um campo verdejante, nem era de um qualquer diamante, tingiam-se na vontade incessante de eles sonhos serem esperança, esperanças que coloriam os seus dias, pois eles, seus sonhos, caminhavam libertos, e eles nem pés tinham, nem eram gente, nem eram ser, Caminhavam por aí, por ali e mais adiante, sem se darem em demasia as expectativas, pois de eles sonhos e dias, para ela bastava, que de esperanças eles também se colorissem.

Os seus sonhos desenhavam-se num fundo branco, que nem era papel, nem era parede, desenhavam-se na essência do seu crer, onde o querer se cingia as linhas que neles se traçavam, pois eles seus sonhos, mergulhavam soltos, e eles nem nadar sabiam, nem eram quimeras, nem eram sereias. Mergulhavam por lá, por ali e mais avante, para que nas profundezas do seu crer se ilustrasse desejos e vontades, e no delinear do querer, ela um sorriso pudesse esboçar, e ela mergulhando nos seus sonhos assim o fazia.

Os seus sonhos escreviam-se onde todos e qualquer um os pudesse ler, os seus sonhos eram palavras que voavam livres, que caminhavam libertas e mergulhavam soltas, e que aqui, ali e mais além se transformavam em poesia, pois, ela afinal, era o amor que de todas as cores pintam todos e cada dia.

Mãe, sabes ?

05.05.24 | cumplicedotempo

 

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Mãe, sabes, não me lembro do dia que nasci, nem sequer me recordo dos sorrisos que nesse dia, por certo te encheram o rosto.

Não faço a menor a ideia das dores que num parto deve haver, nem dos receios e cuidados que toda uma gravidez deve ter, mas sei que desde aí, tudo fizestes para olhar por mim, ou nem estas letras se poderiam escrever.

Não me lembro de quantas vezes nos meus primeiros passos devo ter caído, mas consigo imaginar e lembrar o quantas vezes me ajudaste a reerguer, pois ainda hoje o fazes sem nada temer.

Não lembro as vezes que adoeci, mas sei o quantas vezes tu lá estavas para cuidar de mim, e quanto ainda por estes dias, tudo fazes, para que assim seja.

Não sei sequer as palavras que me dizias para eu adormecer, mas sei bem que tu sempre lá estiveste quando eu voltava a acordar, e com isso fizeste de cada dia, uma boa razão para de sorrisos despertar.

Sabes nem consigo imaginar o quantas noites mal dormidas que isto de ser Mãe deve conter, mas tenho perfeita memoria dos renovados sorrisos a cada amanhecer, e hoje melhor do que ontem percebo todo o desassossego que viveste, pois na falta do teu sossego, hoje bem dormir, não irei.

E de tudo o que hoje, pouco me lembro ou que nem sequer recordo, pouco importa, pois hoje graças a tudo isso, só te posso agradecer, e mesmo que as memorias sejam vãs, acordo grato todas as manhãs, por, por perto ainda te ter.

E prometo-te tudo fazer, para que nada se volte a esquecer, pois isso de seres minha Mãe foi um destino que cumpriste, para eu ser hoje quem sou.

E nada serei se não me lembrar ao nascer de cada dia, da importância que na minha vida, sempre tiveste e irás ter.

Mãe, sabes, Obrigado por seres quem és, jamais o irei esquecer.