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Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

Sobra o amor

28.02.24 | cumplicedotempo

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Sobra o amor nos braços dos apaixonados, abunda no delinear daqueles primeiros sorrisos partilhados, excede se o amor nas manifestações dadas as mais pequenas das intenções, transborda nos afetos a cada reencontro, remanesce o amor como se já não nos coubesse no peito, multiplica se nos elogios e no sem fim de palavras que doravante iremos encontrar para o tentar descrever, sem nunca o conseguir fazer, mas isso pouco irá importar, pois amor, sempre haverá de sobrar.

Sobra o amor aos olhos daqueles que a ele genuinamente se entregam, abunda a cada suspirar, pois é ele o ar que decidimos respirar, excede se o amor no mais simples desejar, transborda na nossa inata capacidade de sonhar, remanesce o amor no bem querer, pois necessidade encontramos de o partilhar, multiplica se nas ternuras, nos apegos e nas estimas, benquerenças que só o amor nos ensina a dar, mesmo que muita vezes nem disso nos apercebamos, tal a sua genuinidade.

Sobra o amor na eternidade de cada beijo dado, abunda nas caricias intermináveis dos enamorados, excede se o amor a cada despertar sendo que cada dia que nasce é perfeito para amar, transborda em tudo o que nos rodeia, pois tudo em nossa volta ele amor irá transformar, remanesce o amor nas maneiras, nos procederes e nas posturas dando aos dias e as noites um novo significado e assim se multiplicam os prazeres, o gaudio e a felicidade nesta infindável forma de amar.

Sobra o amor, abunda, excede se, transborda, remanesce, multiplica se, porque se é sobre amar que estamos a falar, o amor sempre terá que sobrar.

O jardim de Valentim

13.02.24 | cumplicedotempo

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No jardim de Valentim cuida se de amores perfeitos, e mesmo na também perfeição dos cuidados a eles dados, eles amores sublimes sempre demonstram as suas fragilidades, pois amores, para que perfeitos sejam, mais ainda, precisam de zelos e delicadezas, mas com isso Valentim pouco se preocupava, pois era no amor por ele e a eles dado que ele encontrava a sua felicidade.

No jardim de Valentim cuida se de Rosas, Dálias, Orquídeas e Margaridas e na panóplia de suas cores pintam se os cantos e recantos tanto dele jardim como dele Valentim.

Margaridas são os mil sois que para que ele, sempre sorriem e na pureza das pétalas que envolvem os seus sorrisos, Valentim ali reencontrava o seu.

Dálias que neste horto floral, bem no centro se mantém havidas de luz, são a declaração de amor a fidelidade, e elas melhor que ninguém assim o provam, na forma perfeita como as suas cores se cruzam e respeitam, e por elas Valentim tinha um carinho especial, e por isso tão fiel a elas o era, no amor e cuidado que lhes dava e daria.

Rosas, ali se encontram por entre todos os canteiros, como que se as suas diferentes cores nos quisessem fazer viajar por vastas terras de sentidos e sentimentos, o esplendor das vermelhas revelam-nos a paixão, o amor que só sentido faz se vivido de forma intensa, e por isso elas rosas de cor vermelhas se ladeavam de Orquídeas que nas suas cores flamejantes faziam questão que a paixão jamais esmorecesse, mas Valentim jamais deixaria que isso acontecesse pois era com essa mesma paixão que ele só sabia viver.

Rosas brancas e de cores ténues encontram se aqui e ali, dando ao jardim e a quem dele cuida uma sensação de paz e harmonia perfeita pra quem de amores cuida.

Porque afinal era disso que Valentim cuidava, de amores, que sendo eles perfeitos ou não, ele sabia que ao mínimo descuido, desmoronar eles podiam, e assim ele ao jardim todos aos dias voltava para semear, plantar, regar e cuidar.

E quem sabe Valentina amanhã a ele jardim possa vir para um pouco deste seu amor com ela levar.