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Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

Valentim & Valentina

 

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Valentim & valentina ousavam desafiar o espaço e o tempo quando se amavam, e o amor nesta ousadia de almas serenamente os acompanhava preenchendo espaços, e no tempo também ele amor se desafiava a ele próprio

 

Foi uma mão na outra que Valentim e Valentina nos recantos de um sítio onde não se avistava se quer o céu descreveram o infinito, foi na amplitude de uma sala vazia que tudo ali se transformou, foi numa valsa sem música de fundo que eles dançaram numa noite sem lua nem estrelas.

Foi uma mão na outra que tudo começou…. Valentim ousara naquele momento a ofertar a Valentina, que docilmente a aceitaria dando início a aquela que seria a mais bela história de amor que jamais se pudera contar. Neste simples encontro de mãos aconchegou-se temores, ultrapassaram-se medos, encontraram-se cumplicidades e neste despassar de nuvens cinzentas que ali antes houvera, avistava-se agora um céu que nos seus olhares profundos nos mostravam o infinito. Descoberto o infinito que os separara, suas mãos agora seguiam o seu próprios rumos inspirando a necessidade dos seus corpos agora se juntarem, num gesto que se descreveu como um arco perfeito entre os seus corpos carentes… Um abraço aconteceu, tão simples mas tão descritivo das suas ânsias, fazendo com que naquela sala vazia se projectassem em suas paredes formas distintas inspiradas nesta união de Valentim e Valentina, arcos adornados pelo amor que deles se reflectia, e que assim a preenchiam, ela sala, antes inócua e despida, transformando tudo em volta de quem ali até então vira somente dois corpos… Sussurros e murmúrios se ouviram nesta valsa de tímidas confidencias dando lugar a sorrisos que se abriam nos seus rostos ora em Valentim, ora em Valentina, e por vezes em ambos numa dança de eternas cumplicidades, balançando ali naquela sala vazia sem musica de fundo, tenuemente os seus corpos entrelaçados, como que se deles nascesse uma brisa suave que assim os embalava terna e timidamente tal a valsa de suas almas, valsejavam os seus corpos, valsejam os seus olhares que a cada encontro marcado reflectia de Valentim e Valentina um brilho estrelar no céu por eles antes criado nesta troca de olhares, agora afadigados num anoitecer pacifico de entregas e cumplicidades. E foi neste desafio com o espaço e o tempo que eles, Valentim e & Valentina se amaram, e foi nesta ousadia de almas que ele o amor se preencheu e preencheu quem ousou esta história contar… 

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias

Ela

 

Escreveram-se uma infinidade de poemas no seu rosto outrora iluminado, redigiram-se mil e umas histórias de amor em todo o esplendor daquele que até hoje se soube ser o seu ser, repetiram-se um sem fim de finais felizes pelas linhas do seu corpo, agora impávido e sereno…

 

… Mas naquele dia ninguém ousará a perturbar, refugiada naquela réstia de um olhar outrora iluminado, como que escondendo todo o seu esplendor naquela frágil chávena de café que as suas mãos tremulas delicadamente seguravam, fazendo crer quem por ela passará naqueles instantes, que a mais ínfima perturbação a todo o seu ser, poderia o quebrar em pequenos pedaços, como que se a chávena o tornará a ele próprio ser, porcelana, tal a sua frágil postura.
O esplendor de um antes, seu porte, tornara-se agora na petrificação de todo um corpo esguio rendido a tristeza que o momento anteverá, a plena ausência de movimentos criavam um vazio insustentável em seu redor, a inercia tomara o lugar daquele antes alegre semblante, agora pesaroso vulto, que na sua forma de expressão, nem as sombras dava lugar como que se até ela, fisionomia angelical, da luz se escondera…

 

… Longa se tornará a espera, esperança vã que se delineava na infinidade daquele pedaço de tempo interminável. Momento ausente, instante apartado onde a poesia de outrora se apagara, como que se as palavras de um até então conto de amor se ausentaram de suas folhas, dando lugar a paginas brancas receosas das historias que em elas, agora se poderiam escrever, livro em branco, impávido e sereno sem o seu usual final feliz … pois ele final, nunca ninguém ousara o saber … na iminência de nem as recordações felizes de outrora, se poder dela guardar …

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias