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Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

Cumplice Do Tempo

ser cúmplice é ser parte de algo

06.09.21

Viagem


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Se porventura seus olhos cruzassem os meus, já nada seria como dantes, a envolvência com que a sua presença se fez notar já seria o bastante para que nada neste precioso instante se tornasse um mero acaso.

Sua paz de espírito ao desfolhar cada página desse livro de capa escondida ao qual nunca pude ler o título, davam lhe uma paz avassaladora, uma transparência de alma que nada tinha a esconder.

O modo como as suas mãos firmes o seguravam definiam o interesse incessante que os seus dedos tinham em acariciar quase que de forma solene cada virar de página como que contrastando com o constante reboliço daquela curta viagem entre apeadeiros e estações.

Os nossos olhares jamais se cruzaram, pois eles os seus embrenharam-se numa viagem para a qual eu nem sequer tinha sido convidado, e na minha jornada segui, tentando decifrar cada momento dessa sua aventura, ora feita de sorrisos, ora de pequenas pausas e tímidos suspiros, mas sem nunca os seus olhos deixarem de fixar aquelas magicas páginas que a sua alma ia absorvendo.

No rosto nunca lhe vi tristeza, nem por meros instantes, seu corpo manteve se intacto, embalado tão somente pelo já descrito solene movimento dos seus dedos, e assim ele se manteve até o seu destino.

Se porventura seus olhos tivessem cruzado os meus, talvez ousasse perguntar o nome desse livro de capa escondida, mas desse ou de qualquer outro livro, não é do título que nos recordamos, mas sim da viagem que ele nos proporcionou.

E sendo assim ao livro dei-lhe o título “viagem” mesmo que para ela não tenha sido convidado.

25.08.21

Infinitos


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Infinitos eram os seus desejos, mas eram neles que os seus maiores medos existiam, e com eles ja nem os seus proprios  pensamentos lhe pertenciam.
infinitas eram as vontades, mas a elas nem sequer seu corpo reagia, ficando se a vontade pelo estado de alma de quem quer mudar o mundo, mas nunca tem a força necessária para o percorrer.
Infinitos eram os sonhos, e esses, eram viagens onde desejos e vontades caminhavam de mãos dadas, onde o caminho era por si só, o unico destino, pois era na essência do seu percurso que eles desejos se realizavam e essa era a vontade que os guiara para lá do infinito.
Infinitas eram as loucuras que a vida lhes traziam, doçuras e amarguras , espontâneadades e acasos, momentos ou meros pedaços de tempo.

Infinito era o amor , sem medo de ser desejado, vontade ao qual corpo e alma se entregavam,  sonho que nele se tornará realidade, loucura vivida, doçuras espontâneas, amargos somente por acaso, momentos sem fim, pedaços de tudo.

21.08.21

Amarras


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Amarras só se prendem no mar quando a terra se quer chegar, e elas amarras só se soltam quando ao mar se quer voltar, mas se delas amarras se retirar somente a palavra amar, então elas só nos prendem para nos libertar.

Porque se de verdade amares, amarras serão o teu porto seguro, a certeza de teres algo que te prende, que te quer, seja na terra, seja no mar.

Amarras será sentires um abraço infinito de quem de ti quer cuidar, será sentires o conforto de quem te prende pelo simples prazer de contigo querer estar.

Amarás com amarras e sentirás para todo o sempre o vínculo doce e subtil de uma alma que a tua se quer juntar, para assim gémeas se tornarem.

E se de amarras te quiseres soltar, lembra te que elas se formaram da palavrar amar. Por isso usa as para voar, e não esqueças que elas lá estarão quando precisares de pousar.

Amar, amarra-nos na cumplicidade e na empatia numa harmoniosa forma de estar.

Amar é um elo forte que se cria e que tal como as amarras nos prende para nos libertar.

20.08.21

Faltas


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Faltas são as ausências, os espaços, as insuficiências, os vazios, que por vezes são tão difíceis de preencher.

E porquê ? Porque tudo nos faz falta.

Faltam os Abraços, ausência de um entrelaçar de braços, que ocupa os espaços que nos separam, preenchendo o hiato entre dois seres e tornando os afetivamente suficientes.

Faltam as Palavras, e essas ausências tornam se silêncios, pois não lhe damos o seu devido espaço, e se nunca as deixarmos se juntar. nada nem ninguém poderemos preencher, e sem elas, nunca teremos frases, nem expressões nem simples sentenças e tudo ficará por dizer.

Faltam os sorrisos, ausências de risos, falta de juízo, falta o rir por querer e sem querer, falta o não ter razão para seja o que for e muito menos para sorrir, pois, como se pode a alma alimentar sem esta delicadeza que o nosso rosto lhe pode presentear.

Faltam os beijos, ausência que retrai os lábios ávidos de outros tocar, desejosos em preencher um espaço que os liga a quem os amam, a quem deles cuidam, sejam eles amantes, namorados ou eternos apaixonados, beijos nem que um seja, será sempre o suficiente, pois atrás dele haverá sempre outro, assim eles são, os beijos apaixonados ...

Faltam as caricias e nesta sua ausência tudo nos faz falta, acariciar é como beijar o corpo e a alma com a ponta dos dedos, é o abraçar de dois corpos na intermitência de uma frágil e cuidada  forma de tocar, de uma simples caricia se abre um rosto e nele nasce um sorriso, e nesse eterno afagar de sentidos, as palavras, essas, renascem e tudo o que até aqui eram vazios voltam a se preencher de afetos,  para que jamais nada nos faça falta.

04.02.19

Meu & Seu


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Foi num olhar seu que o meu ali se perdeu, foi ali que ele olhar meu, encontrado, jamais quis ser, pois desde logo ele percebeu que ali nunca se iria perder, e foi no sentir de cada olhar seu que tudo faria sentido desde esse dia em que ele, seu olhar cruzou o meu.

 

Foi naquele abraçar de um sorriso seu que um sorriso meu ousou abraçar o seu, para ali ficar e desde aí dar sentido a cada sorriso que ambos, então iriam trocar, nessa simbiose perfeita de abraços que neles sorrisos de forma perfeita ali e alem se iam conjugando, sendo eles, deles ou seus.

 

Foi num beijo seu que o meu mundo se juntou ao seu, e foi ali no percorrer dos meus lábios nos seus, que eles beijos, ao meu mundo e ao seu deram razão e vontade de ser, como que se ali, ele mundo meu e seu quisesse se redescobrir a cada encostar dos nossos lábios numa forma desenfreada de um mundo novo encontrar a cada beijo seu e meu.

 

E foi neste cruzar de almas que o meu amor e o seu num só se iriam tornar, neste encruzilhar de sentimentos onde eles sentidos quiseram ali e alem  se perderem, nessa incessante vontade de um no outro serem  encontrados, onde cada beijo meu se tornou abraço seu , cada sorriso completava o outro, fosse ele seu ou meu e onde cada olhar trocado começava, e um no outro nunca  acabava, pois infinito, já ele amor se tornara.

09.03.17

Tons de Cinza


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Cinzentos eram os dias, suas roupas, mas nunca o seu sorriso. Cinza era o tom ténue de uma parede onde o seu olhar se perdia, mas deixava de o ser assim que eles, seus olhos a fixavam, tal era a forma como eles reluziam, doce e subtil emanar de cores para quem com a sua alegria conseguia ser comtemplado.

 

Cinzentos eram os dias, o céu e talvez as gentes em seu redor, mas nunca a sua forma de estar, os seus passos cadenciados iluminavam a calçada, e por onde ela passava a sua postura aliada à sua forma infindável de sorrir, preenchia os rostos de quem no cinzento do dia, de eles, sorrisos se esquecerá.

 

Cinzentos eram os dias, as ruas e até mesmo as noticias que em sua volta se faziam ouvir, mas nunca o seu riso, sinónimo de boa nova, resvalar de um contentamento contagiante, talvez ofuscante, até mesmo obcecante.

 

Cinzentos eram os dias, suas roupas, o céu, as gentes, as ruas e tudo… Quase tudo em sua volta e redor, mas nunca ela o seria, porque em tons de cinza nunca se pintará o seu ser.

28.04.16

Sorriso


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Havia em cada sorriso seu, uma poética forma de estar, como que se nos traços do seu rosto pudéssemos contemplar os versos que a sua alma e felicidade nos queriam transcrever, o seu olhar esse, brilhara de tal forma que a luz por si irradiada preenchia de forma perfeita esse seu sorriso que poesia se tornara, como que se a continuação de um e de outro fosse a rima que ele nos quisera dar, e era nesta simbiose perfeita entre o seu sorriso e o seu olhar que nascia o significado de cada palavra, de cada rima e cada frase, pura poesia transcrita numa sorridente forma de estar que a cada olhar a nós se entregava.

E era nessa entrega de sorrisos e olhares perfeitos, inspiradora forma de estar, que eles olhares e sorrisos se tornavam cumplicidades de quem por eles se cruzavam.

Poema e poesia, encanto e magia, música e melodia, delinear de uma cristalina e terna sintonia, que assim e de forma perfeita no seu rosto se transcrevia, como que se elas, feições desse rosto seu nos quisessem nessa sua única forma de estar, também nos fazer sorrir e para que assim nele olhar, nos pudéssemos prender e deixar levar.

Havia em cada sorriso seu, a certeza de que muitos sorrisos se iriam encontrar.

26.01.16

Desejos & Vontades


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E se no amor os seus desejos nunca iriam transparecer as suas vontades, no mais ínfimo querer tudo em si o refletia, como que querendo aí, expressar tudo o que na alma e nas veias lhe corria, amor esse que pranto de prazeres, choro transcendente, quis um dia ser mais do que um sentimento que aos seus sentidos ele quisera dar...

E nesse desvanecer dos sentidos quis a sua alma ser corpo e vontade e o seu corpo ser alma e desejo... E nesse entregar de vontades, uma plenitude que de desejos se alimentava, e aos quais nem o corpo, nem a alma se atreviam controlar... Extasiar da mente, resvalar de um âmago sedento, extravasar de secretas formas de amar...

E na plenitude de cada desejo ousavam as vontades a eles sobreporem-se como que dando sentido a tudo aquilo que até hoje ele nem sequer ousará imaginar, pois sentido aos sentimentos, ele nunca quisera dar.

E foi assim, que nesta indefinida forma de sentidos desejos, uniram-se o querer e a vontade e de corpo e com alma aos sentimentos se entregaram, para que ele desejo sentido fosse agora mais do que um sem sentido desejar, e se tornasse unicamente numa perfeita vontade de amar.

15.09.15

Apetecer


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Apetecia-me um abraço, e nesse enlaçar dos meus braços com os teus, ser tão só, incessante e sensitivo desejo em ti, e nesse deslizar dos nossos seres queria sentir cada afago, cada acariciar, e nesse imperturbável e delicioso delinear, absorver o serenar e aquietar de um abraçar de almas, doce embalar, sopor almejado, essência de um desejar que no âmago se atreveu despertar. 

Apetecia-me um beijo, e nesse deleite do encontro dos meus lábios com os teus, ser tão só, extasiante e inabalável envolvência em ti, e nesse deambular de paixões queria antever cada medo, cada anseio, e nesse impassível e voluptuoso confinar dos teus lábios nos meus, embevecer o apaziguar e acalmar de um beijar de almas, afável enamorar, apatia prazerosa, índole de um querer que no intimo ousou perpetuar-se. 

Apetecia-me um sorriso, e nesse arrebatar do teu rosto, ser tão só, infinita e imperturbável razão do seu ser, e nesse resvalar de felicidade demonstrada queria extrair cada acalento, cada acarinhar, e nesse exímio e ternurento exteriorizar, reter a harmonia e o pacificar desse aprazível sorrir de almas, suave tranquilizar, terno dissipar, envolvência de um despreocupar que na paz de um sorriso dado assim quis se eternizar. 

Apetecia-me ser abraço, beijo e sorriso e nesse apetecer, ser tão só, eu, alma em ti.

 

27.06.15

Olhares & palavras


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Trocavam olhares nas frases partilhadas, a cada sentença dividiam sorrisos, e nas vírgulas, nos pontos e reticências sentidos suspiros.

No deleite de cada parágrafo os seus rostos brilhavam como que se essa volúpia de palavras repartidas se unissem num único objetivo de os seus sentidos despertarem, e nesse bailado sensitivo de letras que as suas conversas se tornaram, as suas almas ousavam valsar muito para além dos seus meros conteúdos, dança intérprete de sonhos e desejos, traduzida na harmonia e cadência de uma prosa que teimava em ser poesia, tal a sensibilidade e a leveza na forma como era escrita por ambos.

E era dessa forma que ambos se permitiam sonhar em cada encontro de reticências onde se beijavam por entre suspiros, se abraçavam nos parenteses e na mais ténue pausa harmonizada por uma vírgula.

E nos pontos e nos silêncios sorriam disfarçando ansiedades e saudades de tudo aquilo que ficará ainda por escrever; e nesse embalar de emoções transcritas, valsejar de almas, desvanecia-se as distâncias que os separava numa dança de cumplicidades, prosa e poesia dos seus sentidos.

Trocavam olhares e sorrisos por entre e por cada palavra partilhada para que dessa forma a cada parágrafo, a saudade pudessem disfarçar...