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Ela

por cumplicedotempo, em 01.02.12

 

Escreveram-se uma infinidade de poemas no seu rosto outrora iluminado, redigiram-se mil e umas histórias de amor em todo o esplendor daquele que até hoje se soube ser o seu ser, repetiram-se um sem fim de finais felizes pelas linhas do seu corpo, agora impávido e sereno…

 

… Mas naquele dia ninguém ousará a perturbar, refugiada naquela réstia de um olhar outrora iluminado, como que escondendo todo o seu esplendor naquela frágil chávena de café que as suas mãos tremulas delicadamente seguravam, fazendo crer quem por ela passará naqueles instantes, que a mais ínfima perturbação a todo o seu ser, poderia o quebrar em pequenos pedaços, como que se a chávena o tornará a ele próprio ser, porcelana, tal a sua frágil postura.
O esplendor de um antes, seu porte, tornara-se agora na petrificação de todo um corpo esguio rendido a tristeza que o momento anteverá, a plena ausência de movimentos criavam um vazio insustentável em seu redor, a inercia tomara o lugar daquele antes alegre semblante, agora pesaroso vulto, que na sua forma de expressão, nem as sombras dava lugar como que se até ela, fisionomia angelical, da luz se escondera…

 

… Longa se tornará a espera, esperança vã que se delineava na infinidade daquele pedaço de tempo interminável. Momento ausente, instante apartado onde a poesia de outrora se apagara, como que se as palavras de um até então conto de amor se ausentaram de suas folhas, dando lugar a paginas brancas receosas das historias que em elas, agora se poderiam escrever, livro em branco, impávido e sereno sem o seu usual final feliz … pois ele final, nunca ninguém ousara o saber … na iminência de nem as recordações felizes de outrora, se poder dela guardar …

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias

 

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publicado às 21:53


14 comentários

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De libel a 02.02.2012 às 10:58

Continuas com a sensibilidade à flor da pele...
Espero que ela encontre novamente motivos para sorrir,
até porque no fundo da chávena de café , a escuridão nem sempre persiste
Há que sorver todo o liquido para se ver uma névoa..
logo a seguir à névoa, nas ce um novo dia, um café fresquinho
cheiroso, saboroso, confiante, animado...
a vida é assim....
existem dias escuros
mas o SOL ajuda a dar-lhes brilho.

Beijinhos ó Cúmplice...
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De cumplicedotempo a 02.02.2012 às 17:20

sensibilidades e cumplicidades minha amiga
que se conjugam em cada retrato , em cada instantâneo , historias que se contam e outras que ficam por contar.. ficando estas para a imaginação de cada um e cada qual
e tu como sempre tens aquela tua forma tão especial de as interpretares

bem haja para ti amiga alegria

beijos de cumplicidades
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De Van Costt a 02.02.2012 às 23:38

Olá amigo cumplice,


Um verdadeiro bálsamo a alma que ama literatura, a arte de ler e escrever (expressão de sentimentos). Parabéns amigo cumplice! Tomei a liberdade de adicionar o teu blog junto ao grupo de escritores amigos, espero que não te zangues comigo. Convido-te a visitar-me: ))) Bjs!

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De cumplicedotempo a 03.02.2012 às 01:38

balsâmicos são os teus elogios amiga Van Costt, muito obrigado pela tua cumplicidade
quanto a liberdade que tomaste, tomaste e muito bem, visitarei o teu cantinho com muito prazer :)

beijo cúmplice
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De Marta Leal a 02.02.2012 às 23:52

Meu querido,
vou inspirar me aqui ;)
beijinhos
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De cumplicedotempo a 03.02.2012 às 01:45

Como pode a inspiração em pessoa procurar inspiração ?
serve-te das minhas cumplicidades ao teu belo prazer, por isso elas se chamam cumplicidades :)

beijo cúmplice amiga :)
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De Closet a 06.02.2012 às 00:42

Belíssimo texto, adorei o 1º parágrafo, agarrou-me por completo!
Um abraço
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De cumplicedotempo a 06.02.2012 às 18:50

Obrigado pela visita Closet, apraz-me saber que gostaste da minha cumplicidade
bem haja para ti

Abraço cumplice
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De CoisasDeTudo a 07.02.2012 às 14:31

Antes de mais tenho a dizer que adorei a história!

Muitos parabéns pela sua escrita, e espero que não se importe pelo facto de o ter adicionado nos blogs que "sigo"!

De quem o espera ler mais vezes,

Abraço,

Daniela Leal
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De cumplicedotempo a 07.02.2012 às 15:42

Ola Daniela e antes de mais sê muito bem vinda a estas minhas cumplicidades partilhadas
é optimo saber que tenha gostado, sinto-me lisonjeado
volte sempre que o desejar , as cumplicades cá estarão de braços abertos para a receber

abraço cúmplice
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De MIGUXA a 08.02.2012 às 20:20

Doce amigo,

Entrei na tua história e em lágrimas fiquei por lá...vivi cada linha...na ilusão de conhecer o princípio...o meio...e o fim...

Obrigada por fazeres parte da minha vida, é bom demais ler-te

Beijos cúmplices e xi-kor bem apertado
Margarida
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De cumplicedotempo a 10.02.2012 às 15:22

ola minha Doce amiga
as tuas palavras conseguem sempre fazer me sorrir , entraste nesta minha historia tal qual es, doce e sensivel
qualidades estas que se mantem desde o principio ... o meio .... desta nossa amizade que por certo nunca tera fim :)

beijo cúmplice
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De Natacha a 09.02.2012 às 23:53

Boa noite,

Cheguei aqui pela cumplicidade para com a Fábrica de Histórias. Gosto de cumplicidades e senti-me em casa, se me é permitida a sinceridade. Confesso-me completamente rendida :) Adorei!

Parabéns e tudo de bom!!
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De cumplicedotempo a 10.02.2012 às 16:09

Ola ola Natacha e sê muito bem vinda a estas cumplicidades
e que faças delas um sitio onde te sintas bem é para mim uma honra
rendido as tuas palavras, resta me desejar-te um bom fim de semana repleto de cumplicidades

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