Março 11 2012

 

 

Nasce em ti toda a minha inspiração, como se em ti simplesmente se redigissem todos os meus mais sentidos pensares, moldam se nas curvas do teu ser todas as minhas duvidas, como se todas as minhas tão por vezes sinuosas hesitações, nelas voltas dadas nas dobras do teu corpo encontrassem as respostas a todo este meu ser tão-somente errante, quando de não, em encontro do teu, mora em ti toda a minha inspiração que em cada olhar por nós trocados apazigua toda a minha descrença ou simples relutância, como se ele meu olhar, no sereno do teu se envolvesse para juntos e na mais perfeita das sintonias serem somente um, e toda aquela nevoa que antes me perturbará se dissipar na limpidez deste teu observar tão sentido quando esta nossa vontade se conjuga, e nesta quietude inspirada cada olhar meu se renova na transparência desta tua tão sensível forma de assim me olhares, brota em ti toda a minha inspiração, jorrando dos teu lábios toda uma envolvência única que somente se sela no encontro deles, teus lábios com os meus, emparelhar de almas na forma de um beijo terno, química impar que nos transporta numa envolvente apartada e apenas nossa, nascida na física de rostos carentes e ávidos desta inspiração se saciarem, morre em ti a sensação que em mim por vezes existe, de que as palavras não mais se dizem ou se escrevem, onde as duvidas persistem e a descrença sobrevive, morre em ti, para em mim renascer em cada novo deambular pelo teu corpo, em cada olhar trocado, em cada beijo dado, em novas palavras que assim te digo e assim te escrevo pois em mim não existe um réstia de duvida que seja nem um pedaço de descrença que possa sobre existir, pois é em ti que mora a musa que há mim e da sua inspiração se reescreve cada instante, cada momento, cada pedaço de tempo num alento infindável que só tu musa do meus pensares e quereres me poderias ofertar.

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias

publicado por cumplicedotempo às 07:50

Fevereiro 18 2012

 

 

Valentim & valentina ousavam desafiar o espaço e o tempo quando se amavam, e o amor nesta ousadia de almas serenamente os acompanhava preenchendo espaços, e no tempo também ele amor se desafiava a ele próprio

 

Foi uma mão na outra que Valentim e Valentina nos recantos de um sítio onde não se avistava se quer o céu descreveram o infinito, foi na amplitude de uma sala vazia que tudo ali se transformou, foi numa valsa sem música de fundo que eles dançaram numa noite sem lua nem estrelas.

Foi uma mão na outra que tudo começou…. Valentim ousara naquele momento a ofertar a Valentina, que docilmente a aceitaria dando início a aquela que seria a mais bela história de amor que jamais se pudera contar. Neste simples encontro de mãos aconchegou-se temores, ultrapassaram-se medos, encontraram-se cumplicidades e neste despassar de nuvens cinzentas que ali antes houvera, avistava-se agora um céu que nos seus olhares profundos nos mostravam o infinito. Descoberto o infinito que os separara, suas mãos agora seguiam o seu próprios rumos inspirando a necessidade dos seus corpos agora se juntarem, num gesto que se descreveu como um arco perfeito entre os seus corpos carentes… Um abraço aconteceu, tão simples mas tão descritivo das suas ânsias, fazendo com que naquela sala vazia se projectassem em suas paredes formas distintas inspiradas nesta união de Valentim e Valentina, arcos adornados pelo amor que deles se reflectia, e que assim a preenchiam, ela sala, antes inócua e despida, transformando tudo em volta de quem ali até então vira somente dois corpos… Sussurros e murmúrios se ouviram nesta valsa de tímidas confidencias dando lugar a sorrisos que se abriam nos seus rostos ora em Valentim, ora em Valentina, e por vezes em ambos numa dança de eternas cumplicidades, balançando ali naquela sala vazia sem musica de fundo, tenuemente os seus corpos entrelaçados, como que se deles nascesse uma brisa suave que assim os embalava terna e timidamente tal a valsa de suas almas, valsejavam os seus corpos, valsejam os seus olhares que a cada encontro marcado reflectia de Valentim e Valentina um brilho estrelar no céu por eles antes criado nesta troca de olhares, agora afadigados num anoitecer pacifico de entregas e cumplicidades. E foi neste desafio com o espaço e o tempo que eles, Valentim e & Valentina se amaram, e foi nesta ousadia de almas que ele o amor se preencheu e preencheu quem ousou esta história contar… 

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias

publicado por cumplicedotempo às 07:42

Fevereiro 01 2012

 

Escreveram-se uma infinidade de poemas no seu rosto outrora iluminado, redigiram-se mil e umas histórias de amor em todo o esplendor daquele que até hoje se soube ser o seu ser, repetiram-se um sem fim de finais felizes pelas linhas do seu corpo, agora impávido e sereno…

 

… Mas naquele dia ninguém ousará a perturbar, refugiada naquela réstia de um olhar outrora iluminado, como que escondendo todo o seu esplendor naquela frágil chávena de café que as suas mãos tremulas delicadamente seguravam, fazendo crer quem por ela passará naqueles instantes, que a mais ínfima perturbação a todo o seu ser, poderia o quebrar em pequenos pedaços, como que se a chávena o tornará a ele próprio ser, porcelana, tal a sua frágil postura.
O esplendor de um antes, seu porte, tornara-se agora na petrificação de todo um corpo esguio rendido a tristeza que o momento anteverá, a plena ausência de movimentos criavam um vazio insustentável em seu redor, a inercia tomara o lugar daquele antes alegre semblante, agora pesaroso vulto, que na sua forma de expressão, nem as sombras dava lugar como que se até ela, fisionomia angelical, da luz se escondera…

 

… Longa se tornará a espera, esperança vã que se delineava na infinidade daquele pedaço de tempo interminável. Momento ausente, instante apartado onde a poesia de outrora se apagara, como que se as palavras de um até então conto de amor se ausentaram de suas folhas, dando lugar a paginas brancas receosas das historias que em elas, agora se poderiam escrever, livro em branco, impávido e sereno sem o seu usual final feliz … pois ele final, nunca ninguém ousara o saber … na iminência de nem as recordações felizes de outrora, se poder dela guardar …

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias

 

publicado por cumplicedotempo às 21:53

Janeiro 12 2012

 

 

No delinear de um teu sorriso escrevem-se cumplicidades partilhadas, frases que nos traços suaves do teu rosto se vão sucedendo ao ritmo de ínfimas sensibilidades, palavras que se prolongam nos seus significados para alèm desta tua pura e cintilante forma de te expressares, abrindo em cada espasmo deste teu sorridente semblante como que um mundo novo de equidades repartidas, e neste delinear me perco sorrindo, lendo cúmplice esta tua forma poética de sorrir, uma prosa que se escreve em ti e em mim, e só não encontra eco nos mais desatentos, leio-te e volto-te a ler, neste percorrer de emoções que se reflectem neste teu iluminado sorriso tão natural quanto tu o és… Escrevem se cumplicidades num teu olhar, pergaminho e caminho que no seu interpretar me leva até aos lugares, que jamais sozinho ousaria sonhar, deleito-me neste conto que os teus olhos vezes sem conta me tentam contar , como que me absorvendo de forma fugidia para deles não tentar sequer  escapar , folham-se paginas e paginas  deste teu ser, em cada movimento por ti dado, deixando assim nas entrelinhas palavras que não precisam significado nem entoação , pois o seu eco vem de dentro de quem o teu delinear souber interpretar, e o significado, será aquele que cada qual ou cada um lhe quiser dar, pois serás sempre cumplicidade partilhada aos olhos de quem te lê, e no rosto de quem te viu sorrir.

 

publicado por cumplicedotempo às 23:59

Outubro 20 2011

 

 

Foi no cair da noite de um teu olhar que a saudade em mim despertou, na despedida desse brilho cintilante que até então os acompanhara e que nos contorno deles, teus olhos, se foi extinguindo, foi num fim de tarde de um teu sorriso, que a nostalgia em mim se revelou, no eclipsar dos traços do teu rosto iluminado, foi na ausência de uma tua caricia na manhã do meu sentir que a melancolia me invadiu, no vazio que o meu corpo sentiu nesse despertar sem a tua sensível maneira de ao meu lado estar. E foi assim que no amanhecer da melancolia, a minha mão procurou a tua incessantemente por entre lençóis de desejos e vontades no despertar de uma sensibilidade ausente. E foi neste fim de tarde de uma nostalgia eclipsada que o meu rosto não conseguira nos seus traços recriar o sorriso com o qual me tinhas antes presenteado…E foi nesse cair de noite da saudade que os meus olhos despertaram, para na manhã do meu sentir perceber que o fim de tarde de um teu sorriso não era mais do que o fechar do teu rosto cansado, no qual o teu olhar se eclipsara para juntos adormecerem, a nostalgia que até então me invadira, era a tristeza de não me poder ter despedido de ti nem se quer te tocar, e assim a melancolia tornara se parte de mim até este novo amanhecer de nos mesmo, uma saudade que se desperta em cada despedida por mais breve que ela possa ser.

 

 

publicado por cumplicedotempo às 18:42

Julho 19 2011

 

Ousei na ausência de ti, encontrar -te em mim mesmo…

Na ausência de um beijo teu, os meus lábios docilmente se retraíram, como que tentando-me beijar a alma onde ficara a recordação de um último beijo por nós dado.

Na falta de um teu olhar, os meus olhos suavemente se fecharam, para na lembrança que dele subsistia dentro de mim, agradavelmente se reabriram acompanhados pela ténue lágrima de saudade que após a tua despedida neles se instalara.

Na ausência de uma caricia tua, as minhas mãos ao de leve percorreram as linhas imaginárias do teu corpo no meu, guiadas pelo incessante desejo que em mim sobrevivia e que em ti “pensamento” se alimentava.

Na carência de um abraço teu, os meus braços subtilmente e ainda trémulos fecharam se em minha volta como que tentando abraçar uma réstia de um perfume teu, que em mim ficara.

Na ausência do teu riso e da tua voz, os sons que até então me rodeavam desfizeram se em melodias e sonâncias orquestradas pelo bater de um meu saudosista coração, que por ti continuamente batia.

Pude assim na tua ausência revisitar partes de mim, que em partes incertas de ti, ousaram descobrir partes que so ganham sentido em nós, e nesta ousadia entender que nem a tua ausência me consegue separar de ti.

publicado por cumplicedotempo às 22:09

Julho 10 2011

 

 

Reinventem-se cumplicidades em cada olhar, movidas pela simplicidade de um querer comum, renovem-se juras de amor em cada suspiro, acalentadas na paixão que em ambos se assemelha a uma sensível forma de prever um futuro ansiado, repetem-se as palavras que a cada momento relembrem a razão de ser deste amor incondicional alicerçado na poesia de um dia a dia repleto de letras que se conjuguem num só significado, sinónimo de um afecto que na sua total plenitude se exprime, sustentem-se os desejos e ambições, reciprocidades que em beijos e abraços sinceros se amparam, suportem se dores e mágoas em toda e qualquer instante num partilhar de compaixões e bondades que nesta união de bem-quereres reforçam os tentáculos de um verdadeiro afeiçoamento mútuo, reiterem-se vontades e escolhas respeitando os desejos de cada um, refazem se planos e voltam se a fazer continuadamente na esperança de irem ao encontro e satisfação de ambos, redefinem-se objectivos em harmonia, sensibilidades conjuntas inspirada num bem-estar e acalmia própria de um porto de abrigo que a dois se construi ao longo de momentos únicos e ímpares, e que só um amor puro ancorado no coração e alma de cada um, pode dessa forma o proporcionar.

E assim se unem aqueles que se amam, e assim vencem aqueles que no amor acreditam, porque ele amor, a cada dia se reinventa nas cumplicidades de cada olhar partilhado, de cada beijo dado, de cada abraço trocado, de cada suspiro dividido….


Dedicado ao Jorge e a Vanda neste dia tão especial

publicado por cumplicedotempo às 22:09

Junho 30 2011

 

Foi no aveludar dos teus labios que a ansia de te beijar se transformou em sossego, foi neste deslizar suave, simbiose desta vontade que a minha alma, por uma vez ousou alcançar e desfrutar o tão sensitivo sentido do toque, arrepiar repleto de sensibilidades que nas formas dos teus labios se fez carrosel de emoções sentidas, química de um beijo tão-somente vontade.

Foi na ânsia deste querer que ele, desejo, se renovou, numa suave rendição em forma de beijo que se fez ousadia nos contornos do teus lábios, tornando-se guia e mentor das sensações mais indiscritíveis e inimagináveis que este encontro dos meus lábios com os teus me poderia ofertar.

Foi neste aveludar ansiado que ela, sensibilidade, despertou um outrora desejo, emoções cativas que na minha alma somente faziam sentido no imaginário, e que nos sentidos seriam não mais que o deslindar de um sonho em que os contornos de eles, teus lábios, se desfaziam na roda de um carrossel que nunca parava, e nas voltas que nele a minha alma dava, o sossego em os alcançar jamais ousou ser vontade.

É na ânsia deste beijo dado, que ela agora, vontade, se vai apaziguar, num aveludar terno e sentido, em que os teus lábios inspirarão a melodia na cadência dos meus, num deslizar eterno química de um beijo tão-somente desejo.

publicado por cumplicedotempo às 22:16

Novembro 18 2010

 

 

Horas sem fim ficamos ali sentados, na esperança que os nossos pensamentos se pudessem desenhar inspirados na limpidez dos nossos desejos de um para com o outro...E ali de mão dada ficamos impavidos e serenos.

Na inspiraçao do momento os teus olhos fixaram um pedaço de chão e  nele pedaço de terra uma flor eclodiu , terna e fragil tal o teu olhar.

Sorri,  mas ela inspiração do momento fez com que o meu olhar ao se fixar naquele bocado de terra que circundava a tua flor terna e fragil fizesse desabrochar uma pequenas ervas daninhas

Teu sorriso escondeu se e ao de leve senti teus dedos que se entrelaçavam nos meus como que deslizando em jeito de despedida Foi então que o teu olhar entristecido fixou o céu e nele um sol radiante apareceu como que tentando disfarçar com o seu brilho a fuga momentanea de um teu sorriso que antes brilhava no teu rosto

Sorri novamente, mas ao fixar o céu que abraçava o teu sol radiante a minha inspiraçao do momento quis que umas nuvems La longe preenchessem uma parte do céu, embora sem a intenção de querer ofuscar o teu radiante sol

Mas isso tera sido o bastante para que o teu sorriso ja ele disfarçado pela radiosidade de um astro inspirado, se desfizesse por completo, os teus dedos que de forma tenue se ainda entrelaçavam nos meu, despediram se dessa forma e ele, olhar teu agora nada fixava ...

Horas sem fim ficamos ali sentados, na esperança que os nossos pensamentos que na limpidez da inspiraçao ali se desenharam se tornassem agora mais do que simples desejos de um para com o outro... E ali de mãos afastadas ficamos talvez impavidos, talvez serenos.

Na inpiração de um momento que não o nosso, o sol que outrora se desenhara na inpiraçao de um teu pensar em forma de olhar, tornou se agora tão forte que a flor fragilmente concebida ternamente cedeu perante sol tão intenso.

Entresteci, mas os meus olhos na inpiração do momento fixaram as então ervas daninhas que ali se juntaram em volta da flor como que a amparando e protegendo da dureza de um sol respandescente.

Sorriste timidamente e na leveza do momento senti os teus dedos como que pedindo licença aos meus para se voltarem a entrelaçarem.

Foi então que a inspiraçao do momento que não o nosso quis que o sol não desse treguas a flor fragil e terna que ali se tentava esconder perante a vontade inata das ervas daninhas em protege la

Suspirei e o meu olhar desfez se em tristeza perante tal cenário evocado ... mas quis que a inspiração de um desejo meu para contigo transformasse este meu afago suspiro numa leve brisa, e assim ao de leve aquelas que outrora foram nuvens de tristeza perante o teu olhar, suavemente ocuparam o seu espaço perante o sol que teimava em brilhar de forma intensa

Dando a flor a sombra desejada para se recompor na sua fragilidade e ternura Os teus olhos brilharam e fixaram os meus, sorriste de forma intensa e os teus dedos que até então tentavam alcançarem os meus de forma tímida voltaram a entrelaçarem se nos meus convictos que aquele era o seu lugar e assim...

... Horas sem fim ficamos ali sentados, na certeza que os nossos pensamentos se  desenhavam inspirados na limpidez dos nossos desejos de um para com o outro.

publicado por cumplicedotempo às 19:33

Setembro 17 2010

 

 

"Reparei nela assim que entrou na sala de espera. Foi o som que primeiro me chamou a atenção, o estalar ritmado e seguro de saltos altos na cerâmica que cobria o chão. Ainda hoje, quando penso nisso, não consigo perceber como a ouvi chegar.” ... Reparei nela assim que se sentou ao meu lado, na fragrância do seu perfume desde logo me deixei cativar, o aroma desperto e frutado por ela suavemente espalhado misturava se agora no antes putrificado ar que enchia este espaço, ainda hoje quando penso nisso , não consigo entender como ainda lhe sinto o cheiro... Reparei nela assim que se virou para mim, foi o seu sorriso sincero e encantador que me arrebatou , um delinear harmonioso e subtil dos traços do seu rosto desenhava em suas faces rosadas e delicadas este sorriso vindo da alma como que o preenchendo de forma suave e sedutora , ainda hoje quando o relembro não consigo crer que algo tão genuíno pudesse existir... Reparei nela assim que a sua voz timidamente se fez ouvir, foi o seu tom melodioso e suave que no momento me despertou, agradável cadencia e musicalidade que se alternava com tímidos suspiros fruto de uma talvez fadiga, espelhada em seus lábios retraídos que em pequenos espasmos despertavam toda a sua sensualidade, ainda hoje lembro o momento e não consigo compreender como seus lábios me alcançaram de tal forma sem nunca se quer me terem tocado... Reparei nela assim que os seus olhos fixaram a janela que ao nosso lado estava entre aberta, foi a forma como ela de ali se evadiu num simples olhar que me fascinaram , seus olhos castanhos e brilhantes deslizavam lentamente e ocasionalmente perante as pessoas que iam passando , mas sempre voltando ao ponto por eles escolhidos e no momento em que o fazia suas sobrancelhas finas e delicadas desenhavam um arco perfeito sobre eles como que os aconchegando ,ainda hoje quando o recordo , não consigo perceber com o meu olhar ali também se perdeu... Reparei nela assim que saiu da sala onde a espera se tornara deleite e prazer, foi o mesmo som que primeiro me chamou a atenção que agora de mim lentamente se afastava como que se despedindo. o estalar ritmado e seguro dos seus saltos altos perdia se a cada passo que ela dava rumo ao destino que aqui a trouxera e pelo qual tão serenamente ela aguardara... Ainda hoje quando penso nisso não consigo desvendar o porquê de tal magia naqueles tão breves momentos... Reparei nela assim de forma sentida, e nos sentidos ainda hoje a recordo. Não consigo é perceber como a deixei partir sem se quer a ouvir o seu nome pronunciar. Recordo e reparo a cada dia na ânsia de um dia a aquela sala voltar e tudo de novo se voltar a repetir...

 

 

A minha cumplicidade para com a fabrica de historias

publicado por cumplicedotempo às 17:04

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